Deste em confundir-me
- Refira-se primeiro -
Até gostavas de andar com um homem
Mas preferias que fosse azeiteiro.
Não foi pois certeiro
Achares que era eu
Estavas longe de uma Julieta
Para eu ser o teu Romeu.
Sabíamos que era treta
Tudo o que me dizias
Gostavas de receber SMS
Mas nem ler sabias.
Era sempre muito própria a tua ideia do que era bom
Tinhas sonhos
Coisas que querias
Mas não podes ser mais do que revendedora da Avon.
Foste o meu amor falhado
O meu romance perdido
Eu tinha o coração cheio
O teu estava todo fodido.
Pode agora parecer feio
Dizer-te tudo o que sinto
Para te compreenderes melhor
Lê a Margarida Rebelo Pinto.
Ela vai descansar-te
Os homens é que não valem nada
- E é melhor pensares assim
Do que ficares ressabiada.
domingo, 8 de fevereiro de 2015
sábado, 7 de fevereiro de 2015
Um sorriso mente mais do que mil palavras
Ontem foi sexta-feira e saí à noite. Conheci uma rapariga.
Ela achava que era linda mas não era tanto como achava. Sucedeu que estava
muito frio para lhe dizer a verdade. Não gosto de ficar em casa numa
sexta-feira à noite. Até os adolescentes saem numa sexta-feira à noite e, se eu
ficar em casa, começo a pensar que tenho um pai que é diferente dos outros pais
que deixam os filhos sair à noite. Eu não sou adolescente e o meu pai não está
preocupado se eu saio à noite ou se fico a ver o "Havai - Força Especial"
na Fox. Se eu ficasse a ver o "Havai - Força Especial", o meu pai
duvidaria da minha heterossexualidade e aí talvez ficasse preocupado. Ou talvez
nem assim, porque ele também sempre deixou passar em claro as tardes que eu e o
meu primo passávamos no quarto fechado à chave.
A rapariga que era linda mas não tanto como achava falava
muito e isso cansava-me. Se ela fosse tão linda como achava que era, eu ouviria
e tudo me pareceriam pérolas, assim foi só chato. Assim fiquei ofendido por ser
alvo de atenção de alguém medianamente bonito. Gostava de ter-lhe dito que não
fui à procura dela nem à procura de ninguém. Fui só porque não me apetecia ver
o "Havai - Força Especial" e porque o meu pai merece que eu olhe para
ele como um bom pai, não pior do que um pai dos adolescentes que têm
autorização para sair e vomitar numa sexta-feira à noite. Gostava de ter-lhe
dito que era linda mas não tanto como ela achava, só que estava muito frio para
lhe dizer a verdade e um sorriso mente mais do que mil palavras.
Hoje de manhã deixei-lhe um bilhete a dizer: "és
lindíssima"... Espero que ela não acredite em alguém que sai sem se
despedir.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Sem pedir desculpa
Escorro-te nas lágrimas sem pedir desculpa
- o nevoeiro nos olhos depois de cegares
e não veres que nunca estive lá
Carlos Alves
18.01.2015
Espaços
a espaços saímos soltos e voltamos calados
a espaços cruzamos os braços com força
movemos cidades a espaços
na profundidade erguemos terraços
donde se vê de longe e para trás, de perto e em frente
a espaços julgamo-nos belos, imponentes, ilustres
a espaços esquecemos as palavras
que foram inventadas para dizer que sim.
Carlos Alves
17.01.2015
Depois da rota
depois da rota que escolhemos transviar
do gelo em que escorregamos sem cair
dos olhares que consentem mas não calam
paramos de novo na pele do teu pescoço.
Carlos Alves
04.01.2015
do gelo em que escorregamos sem cair
dos olhares que consentem mas não calam
paramos de novo na pele do teu pescoço.
Carlos Alves
04.01.2015
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Terças-feiras no Almirante com Romeu e Julieta
Depois da estreia, na terça-feira, tivemos a oportunidade de ouvir os espectadores e colegas que assistiram ao «Romeu e Julieta - A Revolta». Era importante fazer isso, num trabalho que vai estar sempre em crescimento. De semana para semana vamos acrescentando pontos, desenvolvendo ideias, reforçando as atuações. É um espetáculo carregado de pequenas referências (personagens literárias e do cinema, músicas, História e questões do quotidiano) que podem expandir-se à medida que vamos trabalhando, num processo contínuo. É uma oportunidade de luxo poder trabalhar assim, com um pensamento claro de realizar um trabalho de excelência e oferecer o melhor ao nosso público.
Ao longo destes dias temos recebido várias reações por parte de quem nos assistiu, fosse através da página do Almirante (https://www.facebook.com/pages/AlmiranteBar/177862315584987?fref=ts), fosse por meio das nossas.
Na próxima terça-feira estamos de volta à revolta e assim vai ser todas as semanas. No final de março, levamo-la também à ilha de São Miguel, nos Açores.
Não deixem de vir às noites de café teatro no Almirante!
Almirante
Ao longo destes dias temos recebido várias reações por parte de quem nos assistiu, fosse através da página do Almirante (https://www.facebook.com/pages/AlmiranteBar/177862315584987?fref=ts), fosse por meio das nossas.
Na próxima terça-feira estamos de volta à revolta e assim vai ser todas as semanas. No final de março, levamo-la também à ilha de São Miguel, nos Açores.
Não deixem de vir às noites de café teatro no Almirante!
| Fotografia: Cristina Delgado |
Almirante
R. Comandante Sacadura Cabral, 106
Ponte De Frielas, Loures (Santo António dos Cavaleiros)
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Amanhã é dia de estreia!
Amanhã é dia de estreia. Mais uma estreia, mais um desafio a ser concretizado, mais um espetáculo a vir à luz. Todos são especiais, todos envolveram muito trabalho e todos valeram a pena. Com este também é assim.
«Romeu e Julieta - A Revolta» é o resultado de um processo iniciado há cerca de três meses. Passou por vários momentos, alguns de dúvida, mas essencialmente um processo que permitiu agora, dia 27, apresentar uma peça de café teatro e desenvolver um projeto que o espaço Almirante decidiu aceitar e apoiar.
Temos tudo pronto. Começamos às 22 horas. O único que ainda não entrou neste processo foi o público. Vai ser o último a fazê-lo. O último mas essencial para que o espetáculo existe.
Romeu e Julieta têm outra história para viver. Querem partilhá-la convosco!
«Romeu e Julieta - A Revolta» é o resultado de um processo iniciado há cerca de três meses. Passou por vários momentos, alguns de dúvida, mas essencialmente um processo que permitiu agora, dia 27, apresentar uma peça de café teatro e desenvolver um projeto que o espaço Almirante decidiu aceitar e apoiar.
Temos tudo pronto. Começamos às 22 horas. O único que ainda não entrou neste processo foi o público. Vai ser o último a fazê-lo. O último mas essencial para que o espetáculo existe.
Romeu e Julieta têm outra história para viver. Querem partilhá-la convosco!
| Fotografias: Cristina Delgado |
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
ROMEU E JULIETA - A REVOLTA
SINOPSE
William Shakespeare condenou Romeu e Julieta a um amor
impossível. Agora, os dois jovens dizem “basta”. Depois de alguns séculos,
Romeu e Julieta revoltam-se contra o autor que lhes deu vida e forçam uma
viragem na sua história, vergados, porém, às regras que lhes estão impostas
pelo texto universal de Shakespeare. Esta é uma comédia em torno da história de
amor mais famosa do Teatro, uma desconstrução completa dos dois protagonistas.
Estreia dia 27!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Um livro em fúria
Uma pessoa no meu estado não fode um mecânico ou um futuro Nobel porque se esqueceu de um cabrão, ou para o esquecer. Uma pessoa no meu estado fode um mecânico ou um futuro Nobel por se lembrar de um cabrão, e lembrando-o. Um dia, um pouco antes do apocalipse, alguém há-de calcular o dispêndio de tempo com cabrões na cabeça de quem fode.
Este excerto resume o percurso da personagem central do mais recente livro de Alexandra Lucas Coelho, um caminho feito para matar um homem. «O Meu Amante de Domingo» é uma história de rancor, ódio, desilusão e sexo, narrada numa linguagem dura e hostil, não só na forma das palavras como no próprio substrato. As viagens entre o Alentejo e Lisboa são pautadas por viagens paralelas ao mundo igualmente violento, cru e erótico de autores como Nelson Rodrigues, Balzac e James Joyce.
«O Meu Amante de Domingo» é essencialmente um texto cru, um grito de raiva pontuado por pormenores de grande qualidade e marcado por apontamentos de um humor negro sublime e extremamente bem conseguido.
Este excerto resume o percurso da personagem central do mais recente livro de Alexandra Lucas Coelho, um caminho feito para matar um homem. «O Meu Amante de Domingo» é uma história de rancor, ódio, desilusão e sexo, narrada numa linguagem dura e hostil, não só na forma das palavras como no próprio substrato. As viagens entre o Alentejo e Lisboa são pautadas por viagens paralelas ao mundo igualmente violento, cru e erótico de autores como Nelson Rodrigues, Balzac e James Joyce.
«O Meu Amante de Domingo» é essencialmente um texto cru, um grito de raiva pontuado por pormenores de grande qualidade e marcado por apontamentos de um humor negro sublime e extremamente bem conseguido.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Estreia dia 27!
Recordamos que este mês estreamos a peça de café teatro no
espaço AlmiranteBar (Sto. António dos Cavaleiros). Estamos a trabalhar numa
produção cuidada, com todos os elementos necessários para fazer deste um
interessante espetáculo de entretenimento para o nosso público.
Por ser este um projeto inteiramente novo e por querermos
vê-lo arrancar com o máximo de afinação possível, decidimos, em acordo com a
gerência do espaço Almirante, adiar a estreia por uma semana. É uma semana que
vemos como crucial para amadurecer o trabalho e apresentá-lo tal como queremos.
Preferimos todos esperar uma semana em vez de correr contra o tempo e contra o
perfecionismo que queremos imprimir. Esperamos que entendam e esperamos por
vós!
Até dia 27!
Gustavo!
Gustavo Santos, estou seriamente preocupado contigo. As
redes sociais hoje falam muito de ti, Gustavo. O que aconteceu, Gustavo?
Pessoas morreram ontem, Gustavo, e hoje é a ti que te atacam. Também não
entendo, Gustavo. Eu sei que nada tens a ver com os hediondos crimes em França.
Mas então porque é que as pessoas não gostam de ti, Gustavo? Talvez tenhas
usado esta situação trágica para vingar os teus fantasmas, para enviar uma
mensagem de alerta aos que um dia te caricaturizaram. É isso, não é, Gustavo? E
todos perceberam isso e por isso estão chateados contigo, Gustavo. Mas,
Gustavo, as pessoas são más! As pessoas encontram no dia a dia coisas para
fazer piada, encontram motivos para rir, para lançar olhares irónicos sobre os
assuntos que mexem connosco e, no teu caso, o assunto que mexe contigo és tu
porque tu estás acima... ou no centro, tu és o mais importante da tua vida, e
isso que, com clarividência, ensinavas nos teus vídeos. Obrigado, Gustavo!
Obrigado também por nos quereres fazer perceber que o humor é coisa má e leva à
morte. Ou, no mínimo, a um bom par de estalos. Cada pessoa devia estar
quietinha no seu sítio, calada na sua vidinha, que já não teria pouco com que
se ocupar, pagar os impostos e ir à Feira Popular ao domingo. Assim ninguém se
chateava, Gustavo, e todos os dias amanheceriam tranquilos, inclusivamente para
ti, que não te verias obrigado a publicar pensamentos radicais, proto-fascistas
e ameaças encapuçadas. Eu sei que o fizeste só para os assustar, fizeste-o com
sentido pedagógico, fizeste-o com um paternalismo terno que, ingratos!, não
reconhecem e ainda desprezam. Perdoa-lhes se puderes, Gustavo!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Memória Quente
O tempo dos teus olhos fechados
É a memória mais quente daquele beijo.
É a memória mais quente daquele beijo.
Carlos Alves
30.12.2014
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Café Teatro - Estreia a 20 de janeiro!
No dia 20 de janeiro, estreamos um espetáculo de Café Teatro
no Almirante Bar. Uma peça inédita da autoria da atriz Susana Vitorino, que
também assina a encenação, e interpretações minha e da Ana Campaniço. Este é o
espetáculo que inicia a programação de café teatro no Almirante.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Ditirambus - 20 anos de história
A Ditirambus - Pesquisa Teatral celebra, em 2015, 20 anos de história. É uma honra, um orgulho e uma motivação fazer parte desta história e parte deste futuro. Vale a pena ler a mensagem.
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