terça-feira, 23 de maio de 2017

Correio da Manhã, Violações em Cliques

Na semana passada, uma jovem alcoolizada foi abusada por um energúmeno, num autocarro no Porto. Já lá vamos ao energúmeno e aos que o acompanhavam. A junção das expressões “jovem alcoolizada” e “abusada” chega para levar as pessoas do Correio da Manhã a vestir sunga e começar a dançar em cima da mesa.

O vídeo começou a circular na internet. A divulgação de vídeos deste teor na internet é uma praga com que vamos ter de viver, pelos menos nos próximos cem anos, e é preciso ter uma cabeça muito pequenina para alguém se dedicar a fazê-lo. Além disso, é preciso ter muita gente com um saco de cimento em vez de um cérebro para que esta atividade valha a pena. Pessoas com cabeça de betume são, por exemplo, todos os leitores do Correio da Manhã. E agora sim, não sinto o mínimo de complacência em dizer isto porque complacentes não são indivíduos que seguem um jornal cuja atividade é publicar vídeos do chamado lado negro da internet. As pessoas que compram e lêem o Correio da Manhã são coniventes com esta forma de agir. São coniventes com a devassa da vida privada, com os ataques pessoais sem interesse público, com a promoção de abusos sexuais e, em último caso, com a destruição do jornalismo e da liberdade de expressão.

Dir-me-ão que liberdade de informação é também poderem existir órgãos de informação diferentes, com diferentes estilos para as pessoas escolherem e se informarem. Pois bem, o Correio da Manhã não é um órgão diferente – há milhares de sites com conteúdo desse na internet -, informa pouco e não tem um estilo jornalístico. Porque precisava de ser jornalístico antes e só depois ter um estilo.

A enorme falta de respeito pelos direitos individuais das pessoas, sejam públicas ou privadas, mascarada de denúncia e investigação, é o motor que alimenta o Correio da Manhã. E se o alimenta, aos leitores se deve. Já leram o Correio da Manhã hoje? Então vão lavar as mãos e depois voltem aqui. Não há nada em cada edição do Correio da Manhã que seja de interesse jornalístico e interesse público que não se possa encontrar mais bem escrito em qualquer um dos outros jornais. Por outro lado, há muita coisa no Correio da Manhã que é apenas alimento para gente medíocre e que se baba permanentemente porque está sempre a esquecer-se de engolir a saliva.

Vocês têm filhos e filhas, irmãos e irmãs, pai e mãe, amigos e amigas. Pensem que qualquer um deles está ou pode estar à mercê do Correio da Manhã.

Quanto aos energúmenos, enfim, é gente de pila pequena. No mínimo, deverão ser julgados. Ao que sei, envergavam traje académico. Julgo que esta ação já lhes deverá valer o título de dux até ao fim da vida. No entanto, não andaram na faculdade a fazer nada. Têm tudo para se juntar ao lote de escumalha que existe na nossa sociedade. Todos. Tanto o que mete a mão dentro das calças de miúdas quase inconscientes como os que aplaudem o ato como se estivessem a assistir à chegada do seu cérebro depois de uma longa viagem.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Uma Multidão de Não Crentes

Marcelo Rebelo de Sousa disse, logo depois de o Papa ter ido embora, que os portugueses receberam muito bem Francisco e que houve um respeito muito grande, nomeadamente por parte dos não crentes. Pois, isso é porque Marcelo não tem facebook, como tinha Cavaco Silva, por exemplo, porque, se tivesse, saberia que não foi bem assim.
Os chamados não crentes comportaram-se com um histerismo que só encontra paralelo no seu comportamento habitual. Se há coisa com a qual os não crentes convivem mal é com a crença dos outros. Desconhecendo até ao momento em que é que a visita de um líder religioso os possa afetar tanto, a verdade é que o ódio, o escárnio e o ranger de dentes foi muito. Isso até pode fazer mal! Os católicos aparentemente vivem bem com a sua fé, os não crentes notoriamente não vivem bem com a falta dela.
Os peregrinos fizeram quilómetros e quilómetros a pé mas os não crentes é que apanharam grande canseira nestes dias que passaram. O desprezo por uma religião fê-los estar atentamente críticos à presença de um homem dessa religião. Que estranho desprezo esse! Pior do que atirar que a minha ex-mulher não me interessa para nada mas atrever-me a descascar no vestido que ela levava ontem quando a vi passar na rua. Os não crentes têm esta coisa de marido trocado.

E, no entanto, a semana que passou ficou marcada por um Salvador e uma multidão de não crentes. Muitos também não acreditavam que Portugal ganhasse alguma coisa com aquela musiqueta. O problema é que a musiqueta era boa e ganhou. É assim, os não crentes falam sempre antes do tempo. E alto, para toda a gente ouvir.


terça-feira, 16 de maio de 2017

Absurdo será perder este espetáculo!

Ver estes três maravilhosos atores reunidos em palco, só por si, já será um privilégio. Ainda para mais, com uma história de atores!
"E Se Fosse... Absurdo?!" é um projeto do ator e encenador Marco Mascarenhas para a Ditirambus - Pesquisa Teatral, uma companhia que conta com 21 anos ao serviço do Teatro, da Cultura e da formação de jovens e adultos. A Ditirambus sabe muito de atores - muitos já por lá passaram, outros lá deram os primeiros passos e outros continuam -, por isso este é um espetáculo que faz muito sentido nesta altura.
Ao lado de Marco Mascarenhas estão Manuela Gomes e Onivaldo Dutra, pessoas com quem nunca se trabalha sem se aprender muito.
Eles vão estar quase todo o mês de junho no Teatro Bocage, em Lisboa. De 1 a 24 de junho, de quinta a sábado, às 21h30.
Dei-vos várias razões para não perderem esta peça. A outra razão quero que sejam vocês a descobrir. Vão mesmo!





sábado, 13 de maio de 2017

Salvador Sobral, uma confirmação

Salvador Sobral, Luísa Sobral, Portugal levaram uma letra belíssima, uma música apetecível e uma prestação luminosa ao Festival da Eurovisão. E ganharam!
Era uma vitória que a música portuguesa precisava. Salvador Sobral merecia isto, como eu disse aqui.

(Continuo a achar que os sons a fazer lembrar os carrinhos de choque fazem muita falta...)


quarta-feira, 10 de maio de 2017

Salvador Sobral, uma decepção

Salvador Sobral no Festival da Eurovisão. Uma decepção.

Onde é que está a música a fazer lembrar os carrinhos de choque? Onde é que está o som do bailarico? Um acordeão, não? Onde é que estão os bailarinos? Onde é que estão as bailarinas? Onde é que está a coreografia, Salvador? Mexer a cabeça como se ela fosse deslizar até aos joelhos não conta como coreografia, Salvador. No mínimo, dois versos em inglês, no mínimo! Então os outros países vão ali, até uma pessoa se sente dentro de uma jukebox, e tu apresentas-te com um poema e uma melodia?! Mas isso é o Festival da Canção ou é a Escola Superior de Música? Por favor, Salvador, poupa-nos, tem dó! E os gritos? Não há gritos? A Celine Dion já não manda nada?

É com essa canção que representas Portugal? Portugal tem programas de televisão que duram cinco horas seguidas onde se cantam coisas que envolvem mangueiras e cassetetes. Onde é que está isso na letra que cantas, Salvador? “Meu bem, ouve as minhas preces”?! Foi tão pouca a imaginação! “Ó meu bem, anda cá, vamos rezar, ajoelha e não podes falhar” é só um exemplo de um verso que funcionaria logo de outra forma. “Ninguém ama sozinho”?! Muitos letristas deste país escreveriam maravilhas com esta ideia, introduzindo inclusivamente metáforas com a árvore que dá pêssegos.

Que desilusão! Desde 2010 que Portugal não estava representado na final do festival Eurovisão da Canção e tinha de ser logo assim! Um cantor que interpreta e faz gestos enquanto canta! Horrível, Salvador! Ainda se fosse abanar a anca para a esquerda e para a direita!...


Não tenho mais palavras, Salvador, mas vou continuar a ler as opiniões das pessoas nas redes sociais. Elas dizem muito mais. Obrigado, ainda assim…


quarta-feira, 3 de maio de 2017

Ronda das Artes (Edição nº 6, de 26 de abril)

Nesta edição:
- Últimas representações da peça "Os Nossos Vizinhos Dormem Cá em Casa" no Teatro Turim e entrevistas com o elenco;
- Também no Teatro Turim, "Poppins - O Musical" da ContraTempo Produções;
- Destaque para os festivais CuCu (Carnide), promovido pela Lua Cheia - Teatro para todos, e i (Águeda), co-produzido pela d'Orfeu Associação Cultural e pela Câmara Municipal de Águeda.


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segunda-feira, 27 de março de 2017

Mensagem oficial da UNESCO para o Dia Mundial do Teatro, 2017

Isabelle Huppert, França

Já passaram 55 anos desde a primavera em que se celebrou pela primeira vez o Dia Mundial do Teatro. Esse dia, ou seja, essas 24 horas começaram no Teatro Nô e Buranku, passaram pela Ópera de Pequim e pelo Kathakali, passaram entre a Grécia e a Escandinávia, foram de Ésquilo a Ibsen, de Sófocles a Strindberg, passaram entre a Inglaterra e a Itália, foram de Sarah Kane a Pirandello. Passaram, entre outros países, pela França, onde nos encontramos, e por Paris que continua a ser a cidade do mundo que recebe o maior número de companhias estrangeiras. Em seguida, as nossas 24 horas levaram-nos da França à Rússia, de Racine e Molière e a Tchékhov depois, atravessando o Atlântico, chegaram a um campus universitário californiano onde as pessoas podem, quem sabe, reinventar o Teatro. Porque o Teatro renasce sempre das cinzas. Ele não passa de uma convenção que temos de constantemente abolir. É por isso que continua vivo. O Teatro tem uma vida irradiante, que desafia o espaço e o tempo, as peças mais contemporâneas são alimentadas pelos séculos passados, os reportórios mais clássicos tornam-se modernos de cada vez que os encenamos.

Uma Jornada Mundial do Teatro não é, evidentemente, como um dia banal das nossas vidas quotidianas. Esta Jornada faz reviver um imenso espaço-tempo e para evocar esse espaço-tempo, vou socorrer-me de um dramaturgo francês, tão genial como discreto, Jean Tardieu. Cito-o: --- ” Para o espaço ele pergunta qual é o caminho mais longo de um ponto para outro ….Para o tempo sugere medir em décimas de segundo o tempo que demora pronunciar a palavra «eternidade». Para o espaço-tempo ele diz ainda: “Fixai no vosso espirito, antes de adormecer, dois pontos quaisquer no espaço e calculem o tempo que é preciso para, em sonho, ir de um ponto ao outro”. É a expressão “em sonho” que retenho. Poderíamos dizer que Jean Tardieu e Bob Wilson se encontraram. Podemos também resumir o nosso Dia Mundial do Teatro evocando Samuel Beckett que pôs a Winnie a dizer, no seu estilo expedito: “Oh que lindo dia que poderia ser.” Ao pensar nesta mensagem, que me fizeram a honra de me pedir, lembrei-me de todos esses sonhos de todas essas cenas. Então, não chego sozinha a esta sala da UNESCO: todas as personagens que representei me acompanham, os papéis que pensamos que nos abandonaram quando acaba, mas que têm em nós uma vida subterrânea, prestes a ajudar ou a destruir os papéis que lhes sucedem: Fedra, Araminta, Orlando, Hedda Gabbler, Medeia, Merteuil, Blanche Dubois... Acompanham-me, também, todos os personagens que amei e aplaudi como espectadora. E nesse lugar, pertenço ao mundo inteiro. Sou grega, africana, síria, veneziana, russa, brasileira, persa, romena, japonesa, marselhesa, nova-iorquina, filipina, argentina, norueguesa, coreana, alemã, austríaca, inglesa, isto é, o mundo inteiro. A verdadeira mundialização é esta.

Em 1964, por ocasião desta Jornada Mundial do Teatro, Laurence Olivier anunciou que, depois de mais de um século de combate, se conseguira, por fim, criar em Inglaterra um Teatro Nacional, que ele quis imediatamente que fosse um teatro internacional, pelo menos no seu repertório. Ele sabia bem que Shakespeare pertencia a todo o mundo no mundo. Adorei saber que a primeira mensagem destas Jornadas Mundiais do Teatro, em 1962, fora confiada a Jean Cocteau, escolhido por ser, como se sabe, o autor de “uma volta ao mundo em 80 dias”. Eu fiz a volta ao mundo de uma outra maneira: fi-la em 80 espectáculos ou em 80 filmes. Digo filmes porque não faço nenhuma diferença entre representar no teatro e representar no cinema, o que surpreende sempre que o digo, mas é verdade, é assim. Nenhuma diferença. Falando aqui, não sou eu própria, não sou uma actriz, sou apenas uma das numerosas pessoas graças às quais o Teatro continua a existir. É um pouco o nosso dever. E a nossa necessidade: Como dizer: Nós não fazemos existir o Teatro, é graças ao Teatro que nós existimos O Teatro é muito forte, resiste, sobrevive a tudo, às guerras, às censuras, à falta de dinheiro. Basta dizer: “O cenário é um palco nu de uma época indeterminada” e de chamar um actor. Ou uma actriz. Que vai ele fazer? Que vai ela dizer? Irão falar ? O público espera, vais já saber, o público sem o qual não há Teatro, não nos esqueçamos. Uma pessoa no público é um público. “Não muitas cadeiras vazias, esperemos! Salvo em Ionesco… No fim, a Velha diz: “Sim, sim morramos em plena glória…. Morramos para entrar na lenda… Ao menos teremos a nossa rua…”

A Jornada Mundial do Teatro existe há 55 anos. Em 55 anos serei a oitava mulher a quem é pedido para fazer uma mensagem, enfim, não sei se a palavra “mensagem” é apropriada. Os meus antecessores (o masculino impõe-se!) falaram sobre o Teatro da imaginação, da liberdade, da origem, evocaram o multicultural, a beleza, as questões sem respostas… Em 2013, há somente quatro anos, Dario Fo disse: “ A única solução para a crise reside na esperança de uma grande caça às bruxas contra nós, sobretudo contra os jovens que querem aprender a arte do teatro: nascera assim uma nova diáspora de actores, que irá sem dúvida retirar desta situação, benefícios inimagináveis para a criação de uma nova representação.” Benefícios inimagináveis é uma bela formula digna de figurara num programa politico, não? … Já que estou em Paris, pouco antes de uma eleição presidencial, sugiro aqueles que têm ar de quem nos quer governar que estejam atentos aos benefícios inimagináveis que traz o Teatro. Mas nada de caça às bruxas! O Teatro, para mim, é o outro, é o diálogo, é a ausência de ódio. A amizade ente os povos, não tenho bem a certeza o que quer dizer, mas acredito na comunidade, na amizade dos espectadores e dos actores, na união de todos que o teatro une, nos que o escrevem, naqueles que o traduzem, nos que o iluminam, vestem, o cenografam, nos que o interpretam, nos que o fazem, naqueles que o vão ver. O teatro protege-nos, abriga-nos…. Acredito totalmente que ele nos ama … tanto quanto nós o amamos …. Lembro-me de um velho ensaiador à antiga que, antes do levantar da cortina, dizia, todas as noites nos bastidores, em voz firme: “Lugar ao Teatro!”. Esta será a palavra final. Obrigada.

Tradução a partir da versão original: Margarida Saraiva
Revisão: Eugénia Vasques
Escola Superior de Teatro e Cinema

quarta-feira, 22 de março de 2017

Xenofobia e Sexismo na cúpula da União Europeia

As declarações de ontem do imprestável presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem (um nome que se diz como quem cospe, mas não quero parecer ofensivo contra povos estrangeiros) são fortemente xenófobas e sexistas.
Recusarei sempre que algum populista, racista e xenófobo tome conta pelo menos do meu país, não queria nada que isso acontecesse. Os holandeses pensam o mesmo, uma vez que impediram, nas urnas, que este Dijsselbloem governasse o deles. Assim sendo, não é tolerável que um xenófobo, racista e sexista exerça um cargo para o qual nem sequer foi eleito. Os americanos elegeram Donald Trump, os franceses podem vir a eleger Marine Le Pen se quiserem, mas este Dijsselbloem (não estou a dar murros no teclado, o nome dele é mesmo assim) não foi eleito, quando tentou perdeu, é apenas um funcionário público.
As declarações do funcionário da União Europeia são xenófobas, racistas e sexistas porque constituem uma generalização abusiva em relação a um conjunto de pessoas e de povos. Por mais que esse de quem me cansei de escrever o nome seja apenas um funcionário, não tendo por isso legitimidade política alguma, o cargo dele tem uma vertente política, nesta União Europeia quase sem instituções democráticas. E essa vertente política deve responsabilizá-lo. Não tendo condições para continuar, tem de sair. Tecnicamente, há muitos outros funcionários capazes de fazer o mesmo trabalho. A menos que a Europa aceite o populismo e a xenofobia como ideologias e depois aí ninguém se venha queixar.

Ginasta holandês Yuri van Gelder, expulso das Olimpíadas do Rio 2016
por ter saído de madrugada para beber álcool

segunda-feira, 20 de março de 2017

OS NOSSOS VIZINHOS DORMEM CÁ EM CASA

Os bilhetes para o espetáculo não estão ainda à venda online, vão estar em breve. No entanto, os espectadores podem já reservar para o dia em que querem ir assistir, garantindo assim que não vão ficar sem bilhete. Apesar de tudo, vamos estar em cena em Lisboa apenas duas semanas, são só oito representações, a lotação da sala não é muito grande, pelo que a dada altura poderá ser difícil conseguir bilhete. Acedam ao site e reservem em menos de dois minutos!

Sinopse e Reservas



Design Gráfico: Eduardo Ferreira

quinta-feira, 2 de março de 2017

Ronda das Artes (Edição nº 5, de 1 de março)

Nesta edição:

- Os Quatro e Meia, a banda de Coimbra, na semana que se segue à apresentação da banda no Centro Olga Cadaval, em Sintra, e com um primeiro álbum a ser lançado em breve;
- A propósito da estreia de “Jekyll e Hyde – O Musical”, no Teatro Turim, fomos conversar com o encenador do espetáculo, Henrique Moreira.

E outras propostas.
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Ronda das Artes Síntese (Edição nº 2, de 17 de fevereiro)

Ronda das Artes - síntese semanal

Esta semana, destaque para "Colo", o filme português em Berlim, os galardoados com o Prémio da Crítica de Teatro e mais um [Cultura em Casa].




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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A Louca Visita dos Vizinhos Novos

Tenho aqui vindo dar-vos conta da nova produção que levamos a cena em abril no Teatro Turim. Os trabalhos continuam. Produção, ensaios, cenários, guarda-roupa. Mas então, e o que acontece neste "Os Nossos Vizinhos Dormem Cá em Casa"? Hoje apresento-vos a sinopse.

Numa noite, um casal instalado e conservador recebe a inesperada visita de duas pessoas. Esta aparição espontânea, inusitada e excepcional rapidamente se torna efetiva. Judite e Almerindo entram na casa e na vida daqueles de quem supostamente iriam ser apenas vizinhos. Quando Simone, a proprietária da casa, abre a porta pela primeira vez, não adivinha a avalanche de confusões e discussões, reviravoltas e revelações que a esperam e ao seu marido, Afonso. O novo casal vai alterar por completo as suas rotinas e comportamentos. Por certo, nada estará igual na manhã seguinte. São o inesperado e a surpresa que alimentam esta peça, uma história de reviravoltas constantes e desconcertantes, uma comédia proporcionada pelos efeitos da mentira e do ridículo com que o Ser Humano tantas vezes se confronta.

Do resto já sabemos, Ana Campaniço, Carlos Alves, Rafael Dias Costa e Susana Rodrigues no elenco e... deixo para o próximo texto. Até já!




terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

"Os Nossos Vizinhos Dormem Cá em Casa"



"Os Nossos Vizinhos Dormem Cá em Casa" é um passo em frente no percurso criativo de Carlos Alves e Ana Campaniço, a quem, neste projeto, se juntam Rafael Dias Costa e Susana Rodrigues.



















O espetáculo vai ter estreia nacional a 20 de abril, no Teatro Turim, em Lisboa, onde permanecerá em cena por duas semanas, sendo que ficará disponível para digressão imediatamente a seguir a 30 de abril.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Ronda das Artes (Edição nº 4, de 30 de janeiro)

Nesta edição vamos à Guarda, à Madeira e aos Açores. E a outras propostas doutros locais onde a arte acontece.
Atenção ainda para algumas novidades na Ronda das Artes que são anunciadas durante este podcast.




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