sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Ditirambus estreia novo espectáculo este fim-de-semana

A Ditirambus - Associação de Pesquisa Teatral está a estrear, este sábado, dia 31, um espectáculo infantil. CHUVA DE CORES vai estar em cena em Benfica, no Auditório Carlos Paredes, aos sábados e domingos às 16 horas. Uma boa proposta para os fins-de-semana com crianças.

domingo, 25 de outubro de 2009

As tribos que Saramago desperta

A recente barafunda com um livro novo de José Saramago fez-me pensar em dois espécimes de seres humanos que têm por hábito reagir a coisas.
Os do tipo A são os que se escandalizaram logo, à partida, porque sim.
Na categoria B, e competindo com aqueles em patetice, cabem os que aplaudiram mais uma afronta do escritor à Igreja, à Religião, ou seja lá o que for mas que tenha a ver com Deus.
Sobre a primeira espécie não há muito a dizer. Recomenda-se-lhes, claro, que leiam o livro, se quiserem e tiverem interesse, ou que o não leiam, privando-se então do prazer de o comentar e dele poder dizer mal.
Quanto aos outros, eu gostava de com eles perder mais tempo de análise, já que é bem evidente a patologia de que sofrem.
Trata-se de indivíduos cujos pontos altos da vida intelectual são aqueles em que a Bíblia ou o Cristianismo são de alguma forma questionados. São pessoas que odeiam tanto a Bíblia que até parece que já alguma vez a leram. Ora, uma vez que a maior parte deles não sabe escrever e muitos suponho que nem falar, dá-lhes sempre jeito ter um nobel da literatura que lhes faça o trabalho de exteriorizar os ódios primários que os consomem.
Acontece que escolhem mal a voz oficial. José Saramago é apenas e só um escritor. Escreve romances. Escreve-os sobre os temas que bem lhe apraz mas são apenas imagens, reflexões, histórias. Saramago é um escritor, não é um teólogo. E as suas incursões no campo da teologia podem assemelhar-se à entrada de um coxo num jogo de futebol. Ele pode perfeitamente ir, nada o garante que vá jogar alguma coisa de jeito.
Era pois interessante que as cabeças mais ou menos pensantes a que me refiro parassem com as figuras ridículas de aplaudir tudo o que por aí aparece a atacar o que elas não compreendem (razão que eu encontro para tanto rancor) e nem para tanto se esforçam. Saramago porventura gostará de ser aplaudido, eu também gosto de circo, mas neste caso quem sai mesmo mal são os animais.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Levar à letra um Deus que não existe

José Saramago é um dos fundamentalistas religiosos mais fervorosos que conheço. O problema disto é que ele é ateu. Mas de facto, um homem que lê e interpreta a Bíblia à letra demonstra um historicismo e um fundamentalismo dignos de qualquer extremista cristão, muçulmano ou judeu. O nobel da literatura, porém, recusa-se a aceitar a existência de Deus. Mas, no seu discurso, está sempre presente uma luta contra esse Deus que odeia. O que me leva a crer que Saramago não nega a existência divina, simplesmente não a suporta.
Até porque aparentemente o autor não está contra Deus. Está contra a Igreja. E aí a discussão deixa de ser filosófica ou teológica e passa para o campo da política e das intrigas e ódios humanos. "A Igreja não sabe nada de Deus", afirmou num debate com um padre católico. Ele, que é ateu - ou seja nem admite a existência divina - é que sabe, digo eu. Será?

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Polémica para não levar demasiado a sério

Saramago diz que a Igreja o está sempre a atacar mas eu ligo a TV e só o vejo a ele a dizer que a Igreja fala dele.

Portanto, se há alguém interessado na polémica é o próprio José Saramago. Até porque é ele que quer vender livros.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Prémio Nobel por antecipação

Barack Obama não ganhou um Prémio pelo que já fez. É a partir de agora que vai ter de o merecer.

Obama vai ter que se comportar como se quisesse ser o próximo Nobel da Paz. Até porque já o é.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O Estranho caso MMS


O MMS surgiu como nova força política e na primeira oportunidade mostrou-se um partido completamente vazio. Vazio de ideologia, vazio de projecto e oco nas atitudes.

A campanha para as legislativas foi desastrosa. Entre mandar uns quantos para a Cochichina (ou para a Conchichina, ou lá o que eles queriam) e fazer queixa da falta de pluralismo em programas de entretenimento televisivo (falo do Gato Fedorento), os porta-vozes do Movimento Mérito e Sociedade pareciam querer mostrar que tudo por aí é ridículo. Tinham um programa com umas ideias realmente primárias e com pouca ponta por onde se lhe pegue.

Esta noite, num debate entre todos os candidatos à Câmara de Lisboa na RTP, o candidato do MMS atira duas "papaias", agradece o convite e vai-se embora. Porquê? Foi insultado? Não lhe deram água? Chegou o Mourinho ao aeroporto? Não. Foi-se embora porque... porque... Não sei, ele não explicou. Não sei se tentou ou não mas eu não percebi.

Então apresentaram uma queixa porque queriam ir ao Gato Fedorento (ou não queriam que os outros fossem) e agora convidam-nos para um debate e o senhor arma-se em engraçadinho e abandona a sala?!

Não tem importância nenhuma. É simplesmente um acto patético e do qual ninguém se vai lembrar por muito tempo. Mas o MMS devia pensar o que quer. Se for para brincar, continuem. Depois, nas eleições acontece o que já aconteceu e ainda pior. Se quiserem desenvolver um projecto político, terão de mudar de atitude. Quanto a mim, o projecto MMS não tem substância para se desenvolver. O que não deixa de ser a minha opinião. Agora, comportamentos como os do candidato a Lisboa são próprios de quem quer sobrepôr a "macacada" às ideias. E neste caso, nem a "macacada" serve as ideias. Se é que há ideias para servir.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Política submersa


Quem é esta malta? São os ministros das Maldivas, reunidos em Conselho debaixo de água. Pretendem sensiblizar, dizem, para o aumento do nível do mar. Políticos debaixo de água dá sempre azo a um conjunto de graçolas populares ou nem tanto. Eu prefiro só achar piada à acção.

Hehehe!!!!




E não estraga.



Nesta zona há tubarões, mas dizem que "são amigáveis".