A rubrica Dias em Crónica está há quase um ano e meio no ar, com cerca de duas centenas de programas emitidos, numa das rádios mais ouvidas na área da Grande Lisboa.
Todas as terças, quintas e sábados na RDS Rádio - 87.6 FM.
Dias em Crónica é também o nome da minha coluna mensal no semanário A Voz de Trás-os-Montes.
A página oficial apresenta conteúdos exclusivos todos os dias.
http://facebook.com/diasemcronica
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Não tão perto
Há pessoas que falam comigo tão próximas de mim que eu acho sempre que me vão beijar. "É agora, é agora"... Felizmente para elas, mas sobretudo para mim, não beijam. Eu é que não prestei atenção à conversa, estava concentrado em impedir um linguado iminente.
De resto, as pessoas que falam com a cara quase encostada à nossa, ou estão numa discoteca, e aí o assunto da conversa é a última coisa que queremos saber, ou têm trissomia, e aí idem aspas. Na discoteca até acontece um mix muito giro que é com pessoas que falam connosco, que parece de facto que têm trissomia (não só os porteiros) e que nos enfiam a língua pela goela abaixo ao fim de duas palavras. Eu faço análises todas as sextas-feiras.
De resto, as pessoas que falam com a cara quase encostada à nossa, ou estão numa discoteca, e aí o assunto da conversa é a última coisa que queremos saber, ou têm trissomia, e aí idem aspas. Na discoteca até acontece um mix muito giro que é com pessoas que falam connosco, que parece de facto que têm trissomia (não só os porteiros) e que nos enfiam a língua pela goela abaixo ao fim de duas palavras. Eu faço análises todas as sextas-feiras.
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Carta para a minha namorada no dia de São Valentim
Meu amor,
Hoje quis fazer de ti a mulher mais feliz do mundo. Foi o
nosso primeiro dia dos namorados juntos e esperei por ele para te dizer tudo o
que sinto por ti. Escrevo-te esta carta depois de todas as surpresas que te preparei.
Decidi trazer-te ao Porto neste dia – disseste-me uma vez que não conhecias o
Porto, eu não me esqueci. Espero que tenhas gostado da cidade, do restaurante,
do hotel. Eu gostei especialmente da tua companhia. E do sexo. Foi a primeira
vez que não tive de pensar noutra mulher para me excitar. Correu bem.
Estiveste linda, sorridente, feliz o dia todo! Fizeste-me
sentir feliz também. Nem por uma vez telefonaste às tuas amigas a perguntar o
que achavam de mim, também nunca disseste que estavas farta de estar ali e que querias
voltar para casa. Foi, de facto, um dia diferente e ambos sentimos isso. Eu
falei a sério em todas as vezes que disse que te amava. Amo-te muito mesmo!
Obrigado por este dia maravilhoso. Quando estiveres a ler
isto, já fui ter com a Sónia, a tua amiga que dizes ser uma pessoa única para
ti e que te disse que, à falta de melhor, eu até nem era mau. Ela é muito
bonita, inteligente e era nela que eu pensava para me excitar. Agora vai ser
mais fácil.
Apanha o expresso para Lisboa. O hotel está pago até à hora
de almoço.
Beijo!
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Dia dos Namorados
Catorze de Fevereiro, um dia que tinha tudo para serem mais 24 horas de agradável existência mas que virou inferno e chinfrineira porque alguém se lembrou que o S. Valentim tinha que patrocinar jantares românticos, ramos de flores e passeios de mãos dadas.
O Dia dos Namorados não passa de uma campanha de marketing à escala planetária, que visa aumentar as vendas de rosas, jóias, reservas em restaurantes e objectos de sex shop. Ao mesmo tempo ajuda a indústria farmacêutica e aumenta as vendas de comprimidos para o enjoo. Eu por exemplo já comprei várias caixas para aguentar o dia de hoje.
Por esta altura, devem estar a pensar que eu afinal sou um frustrado, que nunca estive com uma mulher por menos de 20 euros e que não suporto o amor. Porque era o que eu pensaria se lesse um texto igual a este. Mas, na verdade, o que eu sou é um palhacinho que gosta de implicar com tudo e é só isso.
Mas voltando à vaca fria, que o microondas está avariado, o que vai acontecer no dia de hoje é que, se eu quiser jantar fora tenho vários problemas. Primeiro, se for sozinho, sou um desgraçado que nem namorada tem. Se for com um amigo, sou gay. Se for com uma amiga, espetam-nos com duas velas à frente e um prato decorado com corações, o que pode tornar-se embaraçoso para os dois. Se for de facto com uma namorada, sou idiota porque estou para aqui com coisas e afinal sou igual aos outros.
E o mesmo se passa caso queira ir ao cinema.
Mas o cinema ainda me levanta outras questões. Como é que será uma sala de cinema num dia dos namorados. Presumo que seja uma sala grande com dezenas de pessoas a namorar. Cada um para o seu lado, com certeza, para não parecer um programa da Teresa Guilherme. Agora, se eu hoje for sozinho ao cinema vou meter-me no meio de casais de namorados. A meio do filme vou começar a ficar sem saber o que fazer, de certeza. Ou me concentro ainda mais no ecrã, tentando esquecer o que se passa à minha volta, ou junto-me à festa, o que talvez não seja elegante da minha parte.
O Dia dos Namorados não passa de uma campanha de marketing à escala planetária, que visa aumentar as vendas de rosas, jóias, reservas em restaurantes e objectos de sex shop. Ao mesmo tempo ajuda a indústria farmacêutica e aumenta as vendas de comprimidos para o enjoo. Eu por exemplo já comprei várias caixas para aguentar o dia de hoje.
Por esta altura, devem estar a pensar que eu afinal sou um frustrado, que nunca estive com uma mulher por menos de 20 euros e que não suporto o amor. Porque era o que eu pensaria se lesse um texto igual a este. Mas, na verdade, o que eu sou é um palhacinho que gosta de implicar com tudo e é só isso.
Mas voltando à vaca fria, que o microondas está avariado, o que vai acontecer no dia de hoje é que, se eu quiser jantar fora tenho vários problemas. Primeiro, se for sozinho, sou um desgraçado que nem namorada tem. Se for com um amigo, sou gay. Se for com uma amiga, espetam-nos com duas velas à frente e um prato decorado com corações, o que pode tornar-se embaraçoso para os dois. Se for de facto com uma namorada, sou idiota porque estou para aqui com coisas e afinal sou igual aos outros.
E o mesmo se passa caso queira ir ao cinema.
Mas o cinema ainda me levanta outras questões. Como é que será uma sala de cinema num dia dos namorados. Presumo que seja uma sala grande com dezenas de pessoas a namorar. Cada um para o seu lado, com certeza, para não parecer um programa da Teresa Guilherme. Agora, se eu hoje for sozinho ao cinema vou meter-me no meio de casais de namorados. A meio do filme vou começar a ficar sem saber o que fazer, de certeza. Ou me concentro ainda mais no ecrã, tentando esquecer o que se passa à minha volta, ou junto-me à festa, o que talvez não seja elegante da minha parte.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
"Romeu e Julieta - A Revolta" regressa dia 24 ao Almirante
Na próxima terça-feira é Carnaval e, por isso, o espetáculo "Romeu e Julieta - A Revolta" no Almirante Bar faz uma interrupção. Voltamos na semana seguinte, dia 24.
Até lá e bom Carnaval!
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Café teatro às terças no Almirante Bar
«Romeu e Julieta - A Revolta»
Terças-feiras no AlmiranteBar. Entrada livre*
*Apenas é cobrado o consumo feito no bar
Sinopse
Algumas opiniões do público publicadas nas nossas páginas após a estreia:
"Aconselho! Descontraída maneira de beber e saborear um café" (Luís Spencer)
"Gostei e recomendo..." (Fernanda Neves)
"A não perder. MUITO BOM" (Sérgio Matos Mendes)
Fotografia: Cristina Delgado
Terças-feiras no AlmiranteBar. Entrada livre*
*Apenas é cobrado o consumo feito no bar
Sinopse
Algumas opiniões do público publicadas nas nossas páginas após a estreia:
"Aconselho! Descontraída maneira de beber e saborear um café" (Luís Spencer)
"Gostei e recomendo..." (Fernanda Neves)
"A não perder. MUITO BOM" (Sérgio Matos Mendes)
Fotografia: Cristina Delgado
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Explicação de um Amor Falhado (poema revisitado)
Deste em confundir-me
- Refira-se primeiro -
Até gostavas de andar com um homem
Mas preferias que fosse azeiteiro.
Não foi pois certeiro
Achares que era eu
Estavas longe de uma Julieta
Para eu ser o teu Romeu.
Sabíamos que era treta
Tudo o que me dizias
Gostavas de receber SMS
Mas nem ler sabias.
Era sempre muito própria a tua ideia do que era bom
Tinhas sonhos
Coisas que querias
Mas não podes ser mais do que revendedora da Avon.
Foste o meu amor falhado
O meu romance perdido
Eu tinha o coração cheio
O teu estava todo fodido.
Pode agora parecer feio
Dizer-te tudo o que sinto
Para te compreenderes melhor
Lê a Margarida Rebelo Pinto.
Ela vai descansar-te
Os homens é que não valem nada
- E é melhor pensares assim
Do que ficares ressabiada.
- Refira-se primeiro -
Até gostavas de andar com um homem
Mas preferias que fosse azeiteiro.
Não foi pois certeiro
Achares que era eu
Estavas longe de uma Julieta
Para eu ser o teu Romeu.
Sabíamos que era treta
Tudo o que me dizias
Gostavas de receber SMS
Mas nem ler sabias.
Era sempre muito própria a tua ideia do que era bom
Tinhas sonhos
Coisas que querias
Mas não podes ser mais do que revendedora da Avon.
Foste o meu amor falhado
O meu romance perdido
Eu tinha o coração cheio
O teu estava todo fodido.
Pode agora parecer feio
Dizer-te tudo o que sinto
Para te compreenderes melhor
Lê a Margarida Rebelo Pinto.
Ela vai descansar-te
Os homens é que não valem nada
- E é melhor pensares assim
Do que ficares ressabiada.
sábado, 7 de fevereiro de 2015
Um sorriso mente mais do que mil palavras
Ontem foi sexta-feira e saí à noite. Conheci uma rapariga.
Ela achava que era linda mas não era tanto como achava. Sucedeu que estava
muito frio para lhe dizer a verdade. Não gosto de ficar em casa numa
sexta-feira à noite. Até os adolescentes saem numa sexta-feira à noite e, se eu
ficar em casa, começo a pensar que tenho um pai que é diferente dos outros pais
que deixam os filhos sair à noite. Eu não sou adolescente e o meu pai não está
preocupado se eu saio à noite ou se fico a ver o "Havai - Força Especial"
na Fox. Se eu ficasse a ver o "Havai - Força Especial", o meu pai
duvidaria da minha heterossexualidade e aí talvez ficasse preocupado. Ou talvez
nem assim, porque ele também sempre deixou passar em claro as tardes que eu e o
meu primo passávamos no quarto fechado à chave.
A rapariga que era linda mas não tanto como achava falava
muito e isso cansava-me. Se ela fosse tão linda como achava que era, eu ouviria
e tudo me pareceriam pérolas, assim foi só chato. Assim fiquei ofendido por ser
alvo de atenção de alguém medianamente bonito. Gostava de ter-lhe dito que não
fui à procura dela nem à procura de ninguém. Fui só porque não me apetecia ver
o "Havai - Força Especial" e porque o meu pai merece que eu olhe para
ele como um bom pai, não pior do que um pai dos adolescentes que têm
autorização para sair e vomitar numa sexta-feira à noite. Gostava de ter-lhe
dito que era linda mas não tanto como ela achava, só que estava muito frio para
lhe dizer a verdade e um sorriso mente mais do que mil palavras.
Hoje de manhã deixei-lhe um bilhete a dizer: "és
lindíssima"... Espero que ela não acredite em alguém que sai sem se
despedir.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Sem pedir desculpa
Escorro-te nas lágrimas sem pedir desculpa
- o nevoeiro nos olhos depois de cegares
e não veres que nunca estive lá
Carlos Alves
18.01.2015
Espaços
a espaços saímos soltos e voltamos calados
a espaços cruzamos os braços com força
movemos cidades a espaços
na profundidade erguemos terraços
donde se vê de longe e para trás, de perto e em frente
a espaços julgamo-nos belos, imponentes, ilustres
a espaços esquecemos as palavras
que foram inventadas para dizer que sim.
Carlos Alves
17.01.2015
Depois da rota
depois da rota que escolhemos transviar
do gelo em que escorregamos sem cair
dos olhares que consentem mas não calam
paramos de novo na pele do teu pescoço.
Carlos Alves
04.01.2015
do gelo em que escorregamos sem cair
dos olhares que consentem mas não calam
paramos de novo na pele do teu pescoço.
Carlos Alves
04.01.2015
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Terças-feiras no Almirante com Romeu e Julieta
Depois da estreia, na terça-feira, tivemos a oportunidade de ouvir os espectadores e colegas que assistiram ao «Romeu e Julieta - A Revolta». Era importante fazer isso, num trabalho que vai estar sempre em crescimento. De semana para semana vamos acrescentando pontos, desenvolvendo ideias, reforçando as atuações. É um espetáculo carregado de pequenas referências (personagens literárias e do cinema, músicas, História e questões do quotidiano) que podem expandir-se à medida que vamos trabalhando, num processo contínuo. É uma oportunidade de luxo poder trabalhar assim, com um pensamento claro de realizar um trabalho de excelência e oferecer o melhor ao nosso público.
Ao longo destes dias temos recebido várias reações por parte de quem nos assistiu, fosse através da página do Almirante (https://www.facebook.com/pages/AlmiranteBar/177862315584987?fref=ts), fosse por meio das nossas.
Na próxima terça-feira estamos de volta à revolta e assim vai ser todas as semanas. No final de março, levamo-la também à ilha de São Miguel, nos Açores.
Não deixem de vir às noites de café teatro no Almirante!
Almirante
Ao longo destes dias temos recebido várias reações por parte de quem nos assistiu, fosse através da página do Almirante (https://www.facebook.com/pages/AlmiranteBar/177862315584987?fref=ts), fosse por meio das nossas.
Na próxima terça-feira estamos de volta à revolta e assim vai ser todas as semanas. No final de março, levamo-la também à ilha de São Miguel, nos Açores.
Não deixem de vir às noites de café teatro no Almirante!
| Fotografia: Cristina Delgado |
Almirante
R. Comandante Sacadura Cabral, 106
Ponte De Frielas, Loures (Santo António dos Cavaleiros)
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Amanhã é dia de estreia!
Amanhã é dia de estreia. Mais uma estreia, mais um desafio a ser concretizado, mais um espetáculo a vir à luz. Todos são especiais, todos envolveram muito trabalho e todos valeram a pena. Com este também é assim.
«Romeu e Julieta - A Revolta» é o resultado de um processo iniciado há cerca de três meses. Passou por vários momentos, alguns de dúvida, mas essencialmente um processo que permitiu agora, dia 27, apresentar uma peça de café teatro e desenvolver um projeto que o espaço Almirante decidiu aceitar e apoiar.
Temos tudo pronto. Começamos às 22 horas. O único que ainda não entrou neste processo foi o público. Vai ser o último a fazê-lo. O último mas essencial para que o espetáculo existe.
Romeu e Julieta têm outra história para viver. Querem partilhá-la convosco!
«Romeu e Julieta - A Revolta» é o resultado de um processo iniciado há cerca de três meses. Passou por vários momentos, alguns de dúvida, mas essencialmente um processo que permitiu agora, dia 27, apresentar uma peça de café teatro e desenvolver um projeto que o espaço Almirante decidiu aceitar e apoiar.
Temos tudo pronto. Começamos às 22 horas. O único que ainda não entrou neste processo foi o público. Vai ser o último a fazê-lo. O último mas essencial para que o espetáculo existe.
Romeu e Julieta têm outra história para viver. Querem partilhá-la convosco!
| Fotografias: Cristina Delgado |
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
ROMEU E JULIETA - A REVOLTA
SINOPSE
William Shakespeare condenou Romeu e Julieta a um amor
impossível. Agora, os dois jovens dizem “basta”. Depois de alguns séculos,
Romeu e Julieta revoltam-se contra o autor que lhes deu vida e forçam uma
viragem na sua história, vergados, porém, às regras que lhes estão impostas
pelo texto universal de Shakespeare. Esta é uma comédia em torno da história de
amor mais famosa do Teatro, uma desconstrução completa dos dois protagonistas.
Estreia dia 27!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Um livro em fúria
Uma pessoa no meu estado não fode um mecânico ou um futuro Nobel porque se esqueceu de um cabrão, ou para o esquecer. Uma pessoa no meu estado fode um mecânico ou um futuro Nobel por se lembrar de um cabrão, e lembrando-o. Um dia, um pouco antes do apocalipse, alguém há-de calcular o dispêndio de tempo com cabrões na cabeça de quem fode.
Este excerto resume o percurso da personagem central do mais recente livro de Alexandra Lucas Coelho, um caminho feito para matar um homem. «O Meu Amante de Domingo» é uma história de rancor, ódio, desilusão e sexo, narrada numa linguagem dura e hostil, não só na forma das palavras como no próprio substrato. As viagens entre o Alentejo e Lisboa são pautadas por viagens paralelas ao mundo igualmente violento, cru e erótico de autores como Nelson Rodrigues, Balzac e James Joyce.
«O Meu Amante de Domingo» é essencialmente um texto cru, um grito de raiva pontuado por pormenores de grande qualidade e marcado por apontamentos de um humor negro sublime e extremamente bem conseguido.
Este excerto resume o percurso da personagem central do mais recente livro de Alexandra Lucas Coelho, um caminho feito para matar um homem. «O Meu Amante de Domingo» é uma história de rancor, ódio, desilusão e sexo, narrada numa linguagem dura e hostil, não só na forma das palavras como no próprio substrato. As viagens entre o Alentejo e Lisboa são pautadas por viagens paralelas ao mundo igualmente violento, cru e erótico de autores como Nelson Rodrigues, Balzac e James Joyce.
«O Meu Amante de Domingo» é essencialmente um texto cru, um grito de raiva pontuado por pormenores de grande qualidade e marcado por apontamentos de um humor negro sublime e extremamente bem conseguido.
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