quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Palavras de Evidência

As palavras de quem quer evidenciar-se
Não passam de uma linha
Traçada num papel bonito.

A quem a fez pareceu-lhe bem
Mas o papel ficou estragado.

Carlos Alves
12.11.2014

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Texto acabado, novo espetáculo a surgir!

Está completo o texto de um espetáculo que vamos apresentar no início do ano. A região do país onde vai acontecer e qualquer informação sobre o espetáculo ainda permanecerão em segredo por mais uns dias. Até breve!




quinta-feira, 20 de novembro de 2014

NOVIDADE! Café Teatro em janeiro no Almirante Bar

A partir de janeiro, o AlmiranteBar vai tornar-se um espaço privilegiado de Café Teatro.
De uma forma regular e programada, vão ali ser apresentados espetáculos, plenamente concebidos ao estilo de café teatro.
O mês de janeiro abrirá com uma peça inédita, que, a seu tempo, será anunciada, e outras se seguirão.

Este é o arranque de um projeto que merece realmente a vossa atenção!



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Caminho de Gelo

Do lado de fora sentiste frio
Gelo debaixo dos pés
Para escorregares
Cada vez mais para longe

O adeus é sempre um caminho gelado

Carlos Alves
10.11.2014

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Poema Longo

Pediste-me um poema longo.
Mas se for longo não o vais ler, respondi-te
E num poema longo é mais fácil a dispersão de pensamentos
porque são poucas as palavras necessárias para condensar o muito que se pensa
Mas num poema longo, argumentaste
Há mais linhas para ler e entrelinhas para desvendar.
Um longo poema de amor
Talvez fosse o que querias
Mas um longo poema de amor
fala sempre de um amor pequeno
Um grande amor resume-se em poucas palavras
E todas inúteis
Porque a poesia de um grande amor
está nos olhos e no que deles brota
Brilho ou lágrimas

Carlos Alves
06.11.2014

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Imagem de Ti

Criei-te para te moer com pensamentos
Para te celebrar com palavras
Para te fazer sentir que os artefactos
dos teus detratores
falsos mentores
das tuas amizades inventadas
Não eram os que te faziam abrir para ti
Eram os que te colocavam fora de ti
Longe dos rumos que definiste
A sul dos nortes que te prometeste

Criei-te para seres grande
Tão grande quanto eu
- maior eu não conseguia

Criei-te numa imagem
Que realçasse o traço
Que ninguém te valorizara

Criei-te nessa imagem
E não foste mais do que isso
Uma imagem do que supus
Aquela que o sol descolorou
E que não resistiu às chuvas das tuas ilusões.


Carlos Alves
26.10.2014

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A Fórmula da Memória

Gostava de vos falar do tempo. Não do da meteorologia, porque "só quem não tem nada na cabeça é que fala do tempo, para ocupar tempo de antena", diz-se numa peça que eu bem conheço. Do outro tempo, o tempo que passa por nós, o passado, o presente e o futuro. Esse tempo.
Eu não vivi ainda muito tempo mas já vivi muito dentro desse pouco tempo que tive. Vivi sempre muito de olhos postos no futuro, é verdade, mas muito também a saborear o presente, cada presente.

Isto não pretende ser uma reflexão filosófica sobre o tempo - não sou filósofo e, se o fosse, escrevia um tratado, não um texto numa rede social para consumo imediato. Pretende apenas ser uma conclusão simples sobre o tempo que é preciso para perceber tudo. O tempo que levamos a assimilar, a compreender, a querer ver o que não assimilámos, não compreendemos, não quisemos ver no tempo em que estávamos lá, no tempo em que o tempo eram balas e o nosso corpo estava desprotegido. Só muito mais tarde percebemos o tempo que passou e raramente esse tempo foi o que, na altura, julgávamos que era. Para o bem e para o mal é sempre assim. Vivemos durante um tempo para concluir algum tempo depois que o que vivemos foi uma coisa diferente. E o que fica são as memórias piores do que julgávamos que tinha sido muito bom e as melhores do que na altura nos parecia insatisfatório. A memória são os reflexos do passado depois de maturados pelo tempo de os compreender. Não está na nossa memória o que vivemos mas sim o que sabemos hoje daquilo que vivemos. E, muitas vezes, o que sabemos depois do tempo estraga-nos a memória. Ela fica pior mas é essa a verdadeira. Foi isso que aconteceu.


E daqui a um tempo vou perceber que o que estou a viver agora também é uma coisa diferente. E vocês também. Porque o tempo é o único que não nos engana.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O Cansaço

há uma intensidade nos movimentos de quem chega cansado, não importando o tempo, o esforço ou a viagem que o levou a cansar-se, há uma intensidade mesmo no cansaço, é um cansaço intenso o de quem chega cansado. o cansaço é um acumulado de histórias, um acumulado de minutos inspirados e transpirados pelos poros da testa sob a forma de raios de vida. espalha vida quem chega cansado. soube estar, soube sentir, soube voltar. cansado e recheado. o cansaço é o recheio de um fim de dia, de um fim de noite.


Carlos Alves

Deixei-te um cigarro

Deixei-te um cigarro em cima da mesa.

O cachimbo da paz
Depois da última batalha na guerra de te resistir.


Carlos Alves
19.10.2014

"Camarim" - uma comédia dentro da comédia

"Uma comédia dentro da comédia, construída em torno do género e dos seus protagonistas" - in jornal Público



sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A Noite

Não comentes quando é noite
Que a noite te traz a ti

A noite não te traz, ela devolve-te
A um ventre materno que nenhum homem escolheu abandonar.


Carlos Alves
16.10.2014

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Espetáculo "Camarim" apresentado em Ponte de Lima

Depois da estreia em Lisboa e da passagem por Setúbal, CAMARIM, a peça de Carlos Alves e Ana Campaniço chega agora ao Norte, sendo apresentada em Ponte de Lima, no dia 1 de novembro, no Teatro Diogo Bernardes.

Sinopse

A ideia de trazer o camarim para a vista do público foi o ponto de partida para a conceção deste espetáculo. Fruto do nosso envolvimento no mundo da comédia, pensámos criar um texto que refletisse algumas das preocupações, ânsias e relações entre os artistas. (Ler mais...)